:: notícias.......


31.1.13



CASULO- ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE APOIO AO LUTO está de luto em vista da tragédia que ocorreu em Santa Maria.
Nós que fazemos parte de grupos de enlutados e, que perdemos nossos entes queridos durante nossas vidas, compartilhamos e entendemos a dor que os familiares sentem pela perda de seus amados.
Recebam o nosso abraço afetuoso.
a.casulo@uol.com.br


:: publicado por Alice Lanalice às 16:00


27.1.13



SONHOS

Quando os nossos sonhos se acabam, fica um vazio imenso, uma vontade de parar, de desistir de tudo. É um período difícil, em que os dias, as horas, e até os segundos são longos. Não conseguimos progredir, falta vontade, motivação. Fechamo-nos para tudo e para todos, como se nada importasse, nada tivesse algum valor. Vamos nos destruindo pouco a pouco.

Por que será que muitas coisas em que acreditamos, chegam ao fim? Acreditamos na felicidade eterna, e muitas vezes ela não passa de um pequeno tempo. Tempo suficiente para deixar uma saudade infinita. Até que um dia, um novo sonho começa a dar o ar de sua graça, chegando de mansinho, tentando abrir os cadeados do nosso coração.

Estamos trancados, com um enorme medo de sofrer de novo. Mas mesmo assim, o novo sonho vem chegando, trazendo na mala tudo de novo. E como todo novo sonho, é regado de novidades que fascinam, mexendo com emoções adormecidas, trazendo de volta a emoção de viver, amar, recomeçar!

Nesta hora, quando tudo ressurge, podemos avaliar melhor a vida. Temos que transformar cada pequeno instante, em grandes momentos. Eliminar tudo que maltrata o nosso corpo, o nosso espírito, e dar lugar somente ao que nos engrandece como verdadeiro ser humano e filho de Deus!

E se os seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, eles estão no lugar certo. Construa os alicerces, e SUBA!

Nunca desista de ser feliz!
Mesmo que tudo conspire contra a felicidade!


:: publicado por Alice Lanalice às 14:50


19.1.13



O segredo do girassol

Nossos olhos são seletivos, focalizamos o que queremos ver e deixamos de ver o restante. Escolha então focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante, das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!

Você já reparou como é fácil ficar desanimado? "Estou desanimado porque está chovendo, por que já é hora de acordar, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque... porque..., são tantos os questionamentos?"

É claro que tem hora que a gente não está bem. Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que é assim: O girassol. Ele se volta para onde o sol estiver. Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem. Nós temos de ser assim, aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos. Temos de treinar para sermos girassóis, que buscam o sol, a vitalidade, a força, a beleza.


:: publicado por Alice Lanalice às 08:40


13.1.13



RELÓGIO DO CORAÇÃO

Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.

Há eventos que marcaram, e que duram para sempre,
o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração – hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso.
E consulte sempre o relógio do coração:
Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.
(Alexandre Pelegi)


:: publicado por Alice Lanalice às 19:57


5.1.13



DESAPOSENTAR

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de
árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se
afastou como para olhar uma obra de arte. Não resisti a puxar conversa:

- O senhor é da prefeitura?

- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.

- Ah... O senhor quem plantou essa muda?

- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de
qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza,
já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.

- Então o senhor gosta de plantas.

- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.

- Obrigado pela parte que me cabe...

Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.

- O senhor é aposentado?

- Não, sou desaposentado.

Foi podando e explicando:
-
Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e
murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria...
Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra
matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É... aí fica com a
loja torrando no sol!

Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do
arbusto.

- É bom pra terra... tudo que sai da terra deve voltar pra terra...
Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando
bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao
boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bufando e
engordando... Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer
nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:

- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica
uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na
escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco
açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados
fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh... A Alice vive
ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de
pensar em doença.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre
um banco.

- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa.
Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que
não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem
uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu
teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com
controle particular, e não pode.

Sorriu, olhando a praça.

- Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma
torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra
cuidar da praça !!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me
proibissem de cuidar da praça... Ou antes que me fizessem preencher
formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que
faço aqui desde que desaposentei...

- Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali ? A Alice que plantou. Só tinha o
pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar
pinhões.

- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.

- Eu também não sabia, filho. Ihh... aprendi tanta coisa cuidando
dessa praça!

Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada
planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!

- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? - falei, olhando a
pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.

- Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher
os pinhões. Sem a prefeitura saber ... e a Alice falou que, de cada
pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum
lugar. Assim, no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral
espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar
um imposto pra quem planta árvores...

- É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!

Ele riu:

- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com
licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de
desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser
comprido, se a gente não perder tempo!
(de Domingos Pellegrini)

:: publicado por Alice Lanalice às 15:54


Arquivos


This page is powered by Blogger.